Na edição desse ano do Colóquio, os participantes tiveram um espaço para falar dos problemas e desafios que enfrentam na área de Direitos Humanos em seus respectivos países – as apresentações regionais. Eles se dividiram em grupos, de acordo

Participantes da América Latina durante esquete

Participantes da América Latina durante esquete

com o continente e a língua falada. Apesar da enorme distância cultural e econômica entre os países, muitos dos problemas se repetem em quase todos eles, como, por exemplo, a luta para fortalecer as instituições democráticas e apagar as seqüelas dos regimes autoritários.

Os participantes vindos da Ásia foram os primeiros a falar sobre seus países em apresentações individuais, que em seu conjunto apresentaram vários problemas interligados. Um exemplo foi o tráfico de pessoas, apresentado primeiro na perspectiva das Filipinas pela brasileira Camila Fassarella. Enquanto nesse país o problema é a saída de migrantes para serem explorados, no Líbano, da ativista Farah Salk, o desafio é impedir abusos contra imigrantes. Ainda foram apresentadas as particularidades da China, Sri Lanka e Indonésia.

No dia seguinte foi a vez dos africanos apresentarem alguns dos problemas que  a população do continente enfrenta. Eles se dividiram em falantes de português (Guiné Bissau, Moçambique e Angola) e inglês (Egito, Quênia, Nigéria, Zimbábue e África do Sul). De modo geral, os depoimentos foram, como era de se esperar, os que denunciaram as mais graves abusos. Ausência do Estado de Direito, corrupção generalizada, insolvência financeira e alto índice de criminalidade são problemas que se repetem em quase todos os países da região. O trabalho dos ativistas acaba se tornando uma profissão de extremo risco em muitos dos países,  como no caso de James Kabutu, queniano obrigado a se refugiar em Botsuana para escapar das tentativas de homicídio. No momento da apresentação, ele aproveitou para dar o testemunho da terrível experiência por que passou.

Os participantes da América Latina iniciaram sua apresentação com um esquete que encenava as violações sofridas por uma população indígena na fictícia República das Bananeiras. O caso vaga por diversas instâncias de justiça e órgãos do governo até chegar a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, que faz uma série de recomendações prontamente ignoradas pelo presidente do país. Na segunda parte da apresentação, foram apresentados os dados da região, sua situação política e as principais demandas da região na área de Direitos Humanos, como o acerto de contas com as ditaduras militares que dominaram quase todo o continente no período final da guerra-fria.

“Isto aqui ô ô, é um pouquinho de Brasil, iá iá…” Cantando  os versos de  Ary Barroso em “Isto aqui o que é?”, os brasileiros entraram para fazer mais uma apresentação com direito a canja artística. Depois dessa música, foram apresentados os principais desafios enfrentados no país, em suas diversas regiões. Para finalizar, o grupo apresentou um baião composto durante a semana, em que cada verso fala do trabalho de um dos participantes do grupo.

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